Banco do Brasil fecha agências em todo o país e pelo menos 05 mil perdem emprego

Nesta segunda-feira (11), o Banco do Brasil anunciou o fechamento de agências e postos de atendimento devido à aprovação do seu plano de reorganização para ganhos de eficiência operacional que prevê uma economia de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025.

O Banco do Brasil estima que 5 mil servidores vão aderir ao programa de desligamento, mas o número só será de fato conhecido em 5 de fevereiro quando acaba o prazo para adesão, em consequência, o BB abriu um plano de demissão voluntária para cerca de 5 mil empregados. O banco estima que a implementação plena das medidas deve ocorrer durante o primeiro semestre deste ano.

O desativamento de 361 unidades (112 agências, sete escritórios e 242 postos de atendimento); a conversão de 243 agências em postos de atendimento e oito postos em agências; a transformação de 145 unidades de negócios em Lojas BB; e a criação de 28 unidades de negócios (14 agências especializadas agro e 14 escritórios leve digital), estão entre as mudanças a serem realizadas no programa de desligamento.

Quem parece ter sofrido com a novidade, no entanto, foi o fundo imobiliário  BB Progressivo II (BBPO11). Desde segunda, o FII acumula desvalorização de 5,11%, a R$ 113, até o fechamento do mercado desta terça (12).

Na sessão desta quarta-feira (13), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) passaram a registrar queda de mais de 4% após a Veja informar que André Brandão, presidente do Banco do Brasil nomeado por Jair Bolsonaro em setembro do ano passado, poderia estar de saída do cargo. Às 14h39 (horário de Brasília), os ativos BBAS3 registravam perdas de 4,41%, a R$ 37,77.

A reestruturação, já esperada pelo mercado, foi vista por analistas como um grande esforço da instituição para atacar seu maior gargalo em relação aos seus pares, a ineficiência, e avançar no processo de digitalização. Contudo, para alguns deles, o movimento veio com atraso em relação a seus principais concorrentes.

A avaliação é de que, embora tenha sido elogiado por analistas do setor, o plano teria desagradado Bolsonaro, devido ao potencial desgaste político da medida, em particular pelo momento, em meio a negociações para tentar emplacar seus candidatos para a eleição na presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

“Há uma sensação de dificuldade de implementar medidas de redução de despesas”, disse uma fonte familiarizada com o banco a par do assunto ouvida pela Reuters. Consultado, o BB informou que não comentaria rumores de mercado.

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